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Era o começo e nem imaginávamos

Minha família tinha ido passar um tempo em São Paulo, por conta de uma obra em que meu pai foi trabalhar. Na ocasião, eu tinha 6 anos, e tava deixando toda a vida que uma criança de 6 anos pode ter pra trás - minha melhor amiga, amigos, a secretária de casa que ajudava minha mãe a cuidar de mim e brincava comigo. Enfim. E toda a tristeza que uma criança dessa idade poderia sentir por uma separação das pessoas que faziam parte da sua vida, eu senti. Criança não tem muita noção de tempo, então, pra mim, seria uma eternidade. Em São Paulo, tínhamos praticamente toda a família do meu pai e da minha mãe espalhados pelo estado, o que foi bom pra todos nós, porque a cada comemoração estávamos juntos e eu estava perto dos meus padrinhos, por quem eu era completamente apaixonada. Dentre os parentes, tinha o Gui, filho da minha prima que era mais velha que eu. Nós tínhamos dois anos de diferença. Ele era mais novo. Gui morava em um interior perto de onde eu estava morando, e, em algumas reuniões...

O reencontro

   É como se o tempo não tivesse passado... Você disse isso e tudo voltou como uma avalanche - o sentimento, a familiaridade, a vontade de estar junto, a sensação de que o mundo nos pertencia.    Nossos olhares se cruzaram atravessando todo aquele salão de festas. Em 10 anos, era a primeira vez que nos encontrávamos estando ambos solteiros. Inevitavelmente, veio o frio na barriga e a ansiedade em relação aos próximos dias.    Era aniversário de 96 anos da nossa matriarca. Há 6 anos, anualmente, comemorávamos o aniversário dela com a família inteira reunida - incluindo irmãs, cunhadas(o), primos e primas, filhos e filhas, genros, noras, netos e netas, bisnetos e bisnetas. Eu era neta, ele, bisneto. E nossa história havia começado na infância.  Naquele dia, conversamos um pouco durante a festa, com a impressão de que todos da festa nos seguiam com os olhos e tentavam decifrar o que conversávamos. Era de conhecimento geral a nossa his...